quinta-feira, 2 de abril de 2009

O dia que devia ser

Hoje saí sem te ver. Pareceu-me ouvir a tua vozinha ao longe, a tv da sala já estava ligada nos desenhos animados, mas tu não estavas lá.
Com este sol tão lindo, espero que saias e passeies. Estivessemos juntos e seria dia de jardins. Ou de uma passeata à beira rio, se o vento não estivesse muito forte. Iriamos, no comboio até ao Paredão beber um sumo e respirar o ar do mar, ou então, no barco até ao outro lado do rio, que é coisa que gostas e já não sentes medo - estar dentro de um barco, olhar bem cá para fora, ver as águas e as ondas e as gaivotas a voar. Voltar, lanchar em Belém e regressar a casa. Ficavas cansado mas contente e com imensas coisas para contar.

Está-nos a fazer falta estes passeios, as nossas conversas e as descobertas a dois. Trá-lá-rá, trá-lá-rá, cantando e correndo, brincando nas relvas, espreitar a passarada, reparar nas árvores, nas flores e nas pedras e ver os outros meninos. Brincar com eles, também.

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